Sobre se achar

Admiro com toda a minha alma quem desde pequeno se encontra e vai ser feliz naquilo que escolheu ou foi escolhido.

Uma criança e seu piano. Uma criança e sua bola. Uma criança e suas cantorias. Uma criança e seus lápis de cor. 

Eu era a criança bem esquisita. Sempre falando um dialeto estranho por causa das muitas casas em lugares diferentes. Sempre a bola da vez das risadas dos colegas e professoras na hora da leitura. Era a tortura do dia! Eu suava, tinha taquicardia, tremedeira, boca seca... A tal da professora sempre me escolhia. Segundo ela era uma forma de vencer a timidez.

Sempre amei estudar e sempre odiei interagir.

Bem o meu dom era olhar as nuvens. Até hoje prefiro mil vezes olhar paisagens do que conversar. Amo quem consegue ficar perto de mim em silêncio. Isso é sinal de intimidade. Na boa, mais intimidade do que sexo.


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